UTILIZAÇÃO DA CASCA DE UVA COMO INGREDIENTE NO DESENVOLVIMENTO DE BARRAS DE CEREAIS

ALLIEN MONIQUE ROSA MACHADO

Resumo: Atualmente, tem se observado um aumento no consumo da uva e seus derivados, os quais vêm despertando grande interesse devido à presença de compostos bioativos que conferem benefícios à saúde. No entanto, como consequência, uma grande quantidade de resíduos sólidos vem sendo gerada a partir do processamento da uva, ricos em fibras e compostos antioxidantes. Em paralelo, observa-se também uma grande demanda por parte dos consumidores por novos produtos que além do apelo saudável, sejam práticos, nutritivos e principalmente saborosos. Este trabalho teve como objetivo desenvolver barras de cereal ricas em fibras e compostos bioativos, utilizando farinha da casca de uva (FCU) obtida do processamento de vinho tinto. Foi elaborada uma formulação sem adição de FCU (Controle) e seis formulações adicionadas de FCU com diferentes granulometrias (grossa e fina), com teores de 10, 15 e 20% de substituição dos flocos de aveia na formulação. As formulações foram submetidas às análises físico-químicas e avaliadas sensorialmente quanto à aceitação global e pelo método CATA (Check-All-That-Apply), sendo um total de 104 consumidores participantes do estudo, que avaliaram a aceitação global usando a escala hedônica de 9 pontos e utilizaram as questões CATA com 23 atributos sensoriais para descrever as amostras. Os resultados demonstraram que a FCU apresentou alto teor de fibra alimentar total (53,08 g /100g), com predominância da fração insolúvel e pôde ser considerada uma fonte de compostos fenólicos (2265,35 ± 44,29 mg / 100 g EAG), antocianinas monoméricas (184,00 ± 0,57 mg/100 g equivalente a cianidina-3-glicosídeo) e com alta atividade antioxidante pelos métodos ABTS e ORAC (203,95 ± 0,02 e 164,95 ± 1,47 µmol equivalente de Trolox/g, respectivamente) , além dos reduzidos teores de fitatos (0,037 ± 0,01 g / 100 g) e taninos condensado (5,44 ± 0,64 mg / 100 g). O teste de aceitação indicou que as barras contendo 10 e 15% FCU / Grossa receberam as maiores notas de aceitação (7,42 e 7,24, respectivamente) e que a maioria dos consumidores gostaram dessas formulações por causa dos atributos como poucos pontos escuros, cor clara e textura mais macia quando comparada às formulações com maior teor de FCU, provavelmente pela maior similaridade com a maioria das barras de cereais comerciais que apresentam cor clara. Estes resultados possibilitaram classificar a barra 15% FCU / Grossa como sendo um produto fonte de fibras e de compostos bioativos, além de ter sido bem aceita pelos consumidores.

 

DEVELOPMENT AND STABILITY OF JABUTICABA (MYRCIARIA JABOTICABA) JUICE OBTAINED BY STEAM EXTRACTION

ANA BEATRIZ NEVES MARTINS

Resumo: Nativa das regiões central, sudeste e sul do Brasil, a jabuticaba (Myrciaria Jaboticaba) é uma berry globosa de cor escura, com crescimento natural em climas subtropicais. Sua polpa é esbranquiçada, suculenta e gelatinosa, com sabor doce e levemente ácido. A fruta apresenta alto teor de compostos fenólicos, principalmente antocianinas, sendo também considerada uma importante fonte dietética de nutrientes. Apesar de seus desejáveis ​​atributos sensoriais, teor de compostos bioativos e perfil nutricional, é altamente perecível, o que limita sua comercialização e consumo. A técnica de arraste a vapor consiste na extração do suco pela da lixiviação da polpa da fruta pelo vapor d’água. Utilizado no processamento de suco de frutas, o método permite a obtenção de um produto microbiologicamente seguro e que preserva as características nutricionais e sensoriais da fruta. Assim, no presente estudo o suco de jabuticaba foi produzido pela técnica em questão. A reprodutibilidade e as condições do processo de produção do suco foram avaliadas e a composição centesimal, os perfis de açúcar, ácidos orgânicos e compostos fenólicos, a atividade antioxidante e as qualidades microbiana e sensorial do suco foram inicialmente caracterizadas. Também foram realizadas comparações quanto aos teores de compostos fenólicos e aceitação sensorial de dois sucos de jabuticaba produzidos com e sem adição de sacarose. Além disso, avaliou-se o efeito do armazenamento a longo prazo a 25 ºC sobre a composição química e as qualidades microbiana e sensorial do suco de jabuticaba, bem como o efeito do armazenamento em condições aceleradas (40, 50 e 60 ºC) sobre a composição química. Os parâmetros cinéticos de degradação de cianindina-3-O-glicosídeo (C3G) e delfinidina-3-O-glicosídeo (D3G) e formação de ácido gálico foram também determinados. A extração do suco de jabuticaba por arraste a vapor se mostrou reprodutível e 30 min foi o melhor tempo de extração de acordo com os parâmetros pré-estabelecidos. O suco foi composto principalmente por água e carboidratos. O principal composto fenólico encontrado no suco foi a C3G (40%), enquanto a frutose e a glicose foram os principais açúcares (93%) e o ácido cítrico, o principal ácido orgânico (91%). O suco também apresentou boas qualidade microbiológica e aceitação sensorial. Exceto para o ácido elágico, que foi 1,2 vezes menor no suco com adição de sacarose em comparação ao suco sem adição de sacarose, e da quercetina, com conteúdo ligeiramente superior no suco com adição de sacarose, o perfil de compostos fenólicos bem como o conteúdo total de compostos fenólicos foram semelhantes entres os sucos. Os valores de atividade antioxidante por FRAP, TEAC e Folin-Ciocalteu não foram influenciados pela adição de sacarose. O suco com adição de sacarose, por sua vez, apresentou melhor aceitação sensorial. Após 112 dias a 25ºC, os teores de açúcares e ácidos orgânicos permaneceram estáveis, enquanto os conteúdos de C3G e D3G foram quase completamente degradados e o conteúdo de ácido elágico e o conteúdo total compostos fenólicos foram reduzidos pela metade. A degradação de ambas as antocianinas do suco de jabuticaba seguiu uma reação de primeira ordem, enquanto a formação de ácido gálico seguiu uma reação de ordem zero. Os valores de atividade antioxidante por FRAP e TEAC mostraram uma diminuição significativa. A cor do suco sofreu um grande impacto, como resultado da degradação das antocianinas. Ainda, o suco permaneceu microbiologicamente seguro durante o período de armazenamento e, com exceção do atributo de cor, todos os demais atributos sensoriais não foram modificados. Os resultados indicam que o suco de jabuticaba extraído a vapor apresentou potencial de comercialização e pode ser uma forma de contribuir para a valorização da fruta.

 

ENCAPSULATION OF TARO (Colocasia esculenta L. SCHOTT) LECTIN IN LIPOSOMES: PRODUCTION OF A NUTRACEUTICAL WITH POTENTIAL ANTITUMORAL ACTIVITY

ANNA CAROLINA NITZSCHE TEIXEIRA FERNANDES CORRÊA

Resumo: Tarina, uma lectina miogênica purificada do cormo do taro, apresenta atividades imunomoduladora e antitumoral, o que a torna uma candidata a nova molécula terapêutica. A tarina foi encapsulada no núcleo aquoso de pequenas vesículas unilamelares, formadas a partir de filmes de fosfolipídios hidratados, com uma eficiência de encapsulação superior a 80%. Imagens do microscópio eletrônico de varredura mostraram a produção de vesículas de formato arredondado e superfície lisa. O diâmetro médio das nanocápsulas estimado pelo espalhamento dinâmico de luz foi em torno de 150nm e o índice de polidispersão estimado próximo de 0,1 evidenciou a formação de vesículas com tamanho homogêneo. Os lipossomas permaneceram estáveis por 6 meses sob armazenamento a 4oC. Em pHs variando de 4,6 a 7,4 e 36 ° C, a liberação de tarina obedeceu a cinética exponencial, atingindo 50 a 84% de liberação após 6 h. A tarina encapsulada não exibiu efeitos citotóxicos in vitro contra as células da medula óssea de camundongos. Imagens de microscopia óptica de células em cultura cultivadas na presença de tarina livre ou encapsulada (20μg /mL), mostraram células grandes e alongadas com morfologia distinta de células não tratadas. A citometria de fluxo revelou um aumento transitório nas células da linhagem eritróide (TER119) após 7 dias de adição de tarina. 50 μg/mL de tarina encapsulada inibiram 65% e 41% das células de glioblastoma humano (U87MG) e o crescimento de adenocarcinoma de mama humano (MDAMD231), respectivamente. A administração de tarina encapsulada ou livre (5mg/kg) a camundongos C57BL/6 aumentou o número de células peritoneais após 3 e 5 dias de tratamento e células da medula óssea após 5 dias. A tarina encapsulada exibiu atividades farmacológicas superiores quando comparadas a tarina livre e pode ser aplicada como nutracêutico ou adjuvante associado a drogas quimioterápicas.

 

GRAPE SEED OIL: A PROTECTIVE OR A STRESS FACTOR FOR HUMAN PLACENTA BEWO CELL EXPOSED TO HIGH GLUCOSE CONCENTRATIONS?

DANIELA ALVES MINUZZO

Resumo: Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é a principal desordem metabólica na gestação e impacta negativamente o desenvolvimento e a função placentária. Evidências sugerindo o papel benéfico de compostos bioativos e ácidos graxos polinsaturados (AGPI) na DMG, estimularam a investigação dos possíveis mecanismos relacionados a esses efeitos. O óleo de semente de uva (OSU) é uma matriz alimentar rica em antioxidantes e ácido linoleico (AL) e, portanto, pode ter um papel importante na melhora da DMG e função placentária. Portanto, o objetivo desse estudo foi usar um modelo celular in vitro de células de trofoblasto, BeWo, para elucidar os mecanismos pelos quais a hiperglicemia combinada ou não com OSU pode influenciar na proliferação (1) e viabilidade (2) celulares; fluxo glicolítico (3); expressão de gene relacionados ao metabolismo de glicose e mitocondrial (4), estresse de retículo endoplasmático (5), e autofagia (6); e conteúdo de AGs total. As células foram cultivadas por 24 h em meio a 5 mM de glicose, incubadas por mais 24 h com ou sem OSU (1 mg x mL-1) e por mais 24 h com 5 mM, 10 mM ou 20 mM de concentração de glicose. Os métodos utilizados foram: (1) contagem total de células em câmara de Neubauer; (2) Trypan Blue e MTT; (3) ensaio enzimático para determinação de lactato; (4, 5 and 6) PCRq para avaliar a expressão de genes; (7) perfil de AGs por cromatografia gasosa (CG). O OSU foi caracterizado quimicamente quanto ao conteúdo de AGs por CG, compostos fenólicos totais por Folin-Ciocalteu e tocoferóis e carotenoides totais por cromatografia líquida de alta performance (CLAE). O OSU mostrou-se abundante em AGPIs, especialmente AL, e contendo α, γ, δ-tocoferol, β-caroteno e presença de compostos fenólicos. A alta concentração de glicose resultou em redução da proliferação celular, potenciada pelo OSU, sem associação com morte celular. A alta concentração de glicose e o OSU apresentaram efeitos diferentes em cada condição avaliada para autofagia, estresse de retículo e metabolismo de glicose e mitocondrial. O OSU e a alta concentração de glicose estimularam o fluxo glicolítico, atenuado a 20 mM de glicose na presença do OSU, possivelmente prevenindo uma acidose. O OSU e a alta concentração de glicose levaram a alterações na composição de AGPIs das células com significativa incorporação de AL pelo óleo. Os efeitos biológicos do OSU ainda são pouco explorados na literatura científica e esse estudo estimula mais pesquisas no tema.

 

Copaifera reticulata: ISOLAMENTO, CARACTERIZAÇÃO E ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DOS DITERPENOS ÁCIDOS

DEIZIANE GOMES DOS SANTOS

Resumo: O óleo-resina da espécie Copaifera é considerado um dos mais importantes remédios naturais para os povos indígenas da região amazônica e seu uso é amplamente difundido devido às diversas propriedades farmacológicas. O intuito desse trabalho foi realizar o isolamento, a caracterização e a avaliação da atividade antibacteriana dos constituintes do óleo-resina de Copaifera reticulata com ênfase nos diterpenos ácidos. O óleo-resina de C. reticulata foi fracionado por cromatografia em coluna de gel de sílica impregnada com KOH para obtenção das três classes de substâncias, sendo elas, hidrocarbonetos sesquiterpênicos, sesquiterpenos oxigenados e diterpenos ácidos. Para avaliação da atividade antibacteriana do óleo-resina bruto de C. reticulata e das três classes de substâncias foram utilizados grupos de bactérias gram-negativas (Salmonella Typhimurium e Escherichia coli) e gram-positivas (Listeria monocytogenes e Staphylococcus aureus), normalmente encontradas em surtos de enfermidades causadas pela ingestão de alimentos contaminados. Na avaliação da atividade antibacteriana pelo teste de antibiograma foi observada maior atividade dos diterpenos ácidos, onde foi obtido um halo de inibição de 10 mm para a bactéria S. aureus, sendo assim, também foi realizada para essa classe a avaliação da concentração inibitória mínima (CIM), obtendo um valor de CIM de 20 µg/mL para L. monocytogenes e 6.250 µg/mL para S. aureus. O isolamento dos diterpenos ácidos foi realizado por CLAE-UV semipreparativa para posterior avaliação da atividade antibacteriana dessas substâncias isoladamente. Na avaliação da CIMpara os diterpenos ácidos isolados foram testadas somente as bactérias gram-positivas, pois as gram-negativas foram resistentes aos diterpenos ácidos nos testes preliminares. Para L. monocytogenes o melhor resultado foi para o ácido copálico com CIM de 4 µg/mL, seguido do ácido agático com 15 µg/mL. Já para S. aureus a substância mais ativa foi o ácido copálico com CIM de 15 µg/mL. Com base nesses dados podemos concluir que, dentre as classes de substâncias avaliadas, os diterpenos ácidos foram os que mais apresentaram inibição para as bactérias gram-positivas quando comparado às outras classes. Dentre as substâncias isoladas a mais ativa, ou seja, a que apresentou os menores valores de CIM para as bactérias gram-positivas L. monocytogenes e S. aureus foi o ácido copálico, confirmando assim a resistência das bactérias gram-negativas aos óleos-resinas da espécie Copaifera devido à composição química complexa da sua parede celular.

 

ESTABILIDADE FÍSICO-QUÍMICA E MICROBIOLÓGICA DE MICROPARTÍCULAS DE KEFIR OBTIDAS POR SPRAY DRYING E ANÁLISE SENSORIAL DE BEBIDA RECONSTITUÍDA

ELIZEU ROSA DOS SANTOS JUNIOR

Resumo: O kefir é uma bebida láctea fermentada a partir de grãos de kefir em leite. Foi realizado o microencapsulamento do leite fermentado de kefir com diferentes matrizes encapsulantes maltodextrina(MD), capsul®(CAP) e sem matriz encapsulante(SME), a partir da técnica de spray drying e caracterizados ao longo de 90 dias  em diferentes temperaturas de armazenamento, quanto as suas propriedades físico-químicas a 25ºC: umidade, atividade de água (Aw), higroscopicidade, solubilidade, dispersibilidade, pH cor, propriedades microbiológicas 25 e 4ºC: avaliação da sobrevivência dos microrganismo, potencial probiótico e capacidade de produção de substâncias antimicrobianas de cepas isoladas após o armazenamento; e avaliação sensorial do kefir microencapsulado sem matriz encapsulante reconstituído. Durante a estocagem a atividade de água variou dentre 0,25±0,002 a 0,33±0,013,  umidade para MD e CAP variou 5,8±0,30/2,1±061, SME 18,6±0,66/13,7±0,03, solubilidade SME 30,25±3,13/60,75±2,66, MD e CAP variam entre 64,5±1,56 a 99,9±5,00, dispersibilidade SME 0,038±0,038/0,034±0,26, MD e CAP variou entre 0,004±0,003/0,063±0,006, higroscopicidade variou entre 90,70±6,82/14,29±1,89, pH 4,07±0,12/4,57±0,06 para todas as amostras, cor SME, CAP e MD tiveram valores altos de luminosidade (L*) 95,53±0,08/95,24±0,24, ao longo do armazenamento as amostras se mostraram estáveis.ma Em todas as amostras testadas houve uma redução da contagem de microrganismos ao longo dos 77 dias de estocagem, independente da presença ou ausência, e tipo de material encapsulante.Tendo a temperatura influencia positiva  na redução de microrganismos quando estocado a 4 °C. Após o período de armazenamento e seleção de 45 colônias aleatórias de todas as amostras, foi possível identificar 2 (duas) espécies de bactérias láticas (Lactococcus lactis e Leuconostoc mesenteroides). Foram selecionadas 8 cepas onde foi possível observar resistência ao pH ácido, sais biliares e ainda a produção de substância antimicrobiana em 5 cepas, apenas 2 cepas apresentaram estas características. De forma a complementar o estudo foi realizada a analise sensorial da amostra microencapsulada sem matriz encapsulante. Esta amostra foi reconstituída e comparada a amostras in natura, sendo a reconstituída a que obteve maior aceitação quanto aos atributos sabor, aroma e acidez. Sendo assim o microencapsulamento de kefir, destaca-se como uma técnica viável visto que contribui para a proteção e estabilidade de alguns microrganismos com características probióticas e melhora a aceitabilidade do mesmo.

 

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DO EXTRATO ETANÓLICO DA CASCA DOS FRUTOS DE Acrocomia aculeata (Jacq.) Lodd. ex Mart.

FABIANE DA CONCEIÇÃO VIEIRA SANTOS

Resumo: A espécie Acrocomia aculeata é uma palmeira oleaginosa amplamente encontrada no Cerrado, conhecida popularmente como macaúba. Alguns trabalhos demonstram o potencial dos frutos dessa espécie para a produção de biodiesel, mas pouco se sabe sobre o potencial de outras partes da planta, especialmente na área da microbiologia. Visando contribuir para o desenvolvimento de novas formulações de antimicrobianos, este trabalho avaliou a atividade antimicrobiana do extrato etanólico da casca dos frutos de A. aculeata e frações contra diversos microrganismos patogênicos, além de determinar o tipo de interação do extrato vegetal ativo combinado com fármacos comerciais, e a toxidez frente a eritrócitos humanos. O extrato etanólico das cascas obtido através de maceração foi submetido a fracionamento com solventes de diferentes polaridades dando origem a cinco frações: hexano, diclorometano, acetato de etila, butanol e água. A determinação da concentração mínima inibitória (CMI) mostrou atividade antimicrobiana moderada do extrato etanólico frente a cinco cepas de Cryptococcus spp. exibindo valores que variaram de 156,2 µg/mL a 312,5 µg/mL. Após o fracionamento, a fração acetato de etila foi a mais promissora, com CMI bastante significativa contra cepas de Staphylococcus aureus resistentes a meticilina, (CMI de 78,1 µg/mL), enquanto as cepas de Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii apresentaram valores de CMI entre 2,44 µg/mL a 19,5 µg/mL. Nas associações da fração acetato de etila com antimicrobianos comerciais através do “checkerboard” foi observado um efeito aditivo na combinação com anfotericina B frente C. neoformans e C. gattii. A avaliação preliminar da citotoxicidade in vitro demonstrou que o extrato etanólico apresenta baixa toxidez frente eritrócitos humanos exibindo 45% de hemólise em 20.000 µg/mL e 16% em 200 µg/mL da fração acetato de etila. Diante do exposto, este estudo demonstra o potencial antimicrobiano da casca dos frutos de A. aculeata frente à microrganismos patogênicos, apontando para a possibilidade de utilização da mesma em novas formulações de antimicrobianos.

 

ENCAPSULAÇÃO POR GELIFICAÇÃO IÔNICA E SPRAY DRYING DE UM CONCENTRADO RICO EM LICOPENO OBTIDO A PARTIR DA MELANCIA

GESSICA LIRA ANGELIM SAMPAIO

Resumo: A melancia é uma excelente fonte de licopeno, carotenoide conhecido por seu alto poder antioxidante, porém altamente sensível a altas temperaturas e à presença de oxigênio. A encapsulação surge como alternativa, visando o aumento da estabilidade deste composto em condições adversas de processamento e estocagem. Este trabalho teve como objetivo estudar a encapsulação de um concentrado rico em licopeno obtido a partir do suco de melancia, pelos processos de gelificação iônica e spray drying. Para o primeiro processo, foram utilizados alginato ou pectina amidada como agentes encapsulantes, e para o segundo, maltodextrina ou sua mistura com o amido modificado Capsul ®. Além da caracterização física e térmica (distribuição de tamanho, morfologia e análise termogravimétrica), avaliou-se a retenção de licopeno nas partículas produzidas por gelificação iônica, quando submetidas a diferentes tratamentos térmicos (60ºC e 90ºC) e pHs (2, 5, 8) e a estabilidade à estocagem do licopeno nas partículas produzidas pelos dois métodos, em diferentes temperaturas de armazenamento (-10ºC, 7ºC, 25ºC e 40ºC). Os processos de gelificação iônica apresentaram retenção máxima (≈ 100%) de licopeno, enquanto os de spray drying resultaram em uma retenção de 87 a 91%. As partículas úmidas e secas de alginato e pectina apresentaram alta proteção do licopeno frente às condições de estresse (temperatura e pH) aplicadas. As esferas úmidas de alginato e pectina apresentaram comportamento similar na redução de licopeno durante a estocagem a 7ºC, mostrando uma retenção deste carotenoide de 29 e 21%, respectivamente, após 56 dias de armazenamento. As esferas secas de alginato foram mais estáveis que as de pectina, durante o armazenamento nas quatro temperaturas estudadas, e ambas apresentaram uma retenção de licopeno superior a 80% ao final da estocagem. Em relação à encapsulação por spray drying, as micropartículas produzidas com maltodextrina + Capsul ® apresentaram a melhor proteção do licopeno durante a estocagem nas condições estudadas, apesar da considerável degradação do composto nas temperaturas mais elevadas (cerca de 80% ao final da estocagem). As partículas secas obtidas por gelificação iônica foram mais estáveis durante a estocagem nas condições estudadas, do que as processadas por spray drying, podendo ser uma alternativa promissora para indústria de alimentos.

 

PRODUÇÃO DE MICROPARTÍCULAS DE CERVEJA ARTESANAL PALE ALE POR SPRAY DRYING EM ESCALA PILOTO E AVALIAÇÃO DO EFEITO DA INGESTÃO ASSOCIADA AO EXERCÍCIO FÍSICO EM MODELO ANIMAL COM RATOS WISTAR

LUAN RIBEIRO DE BRITO

Resumo: As cervejas são bem descritas na literatura por conter carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais, compostos fenólicos (CF) e, normalmente, etanol. Alguns desses compostos apresentam efeitos antioxidantes, porém, é necessária a ingestão de grandes volumes para obter tais fins terapêuticos, pois a maioria das cervejas contém etanol, e o mesmo, quando consumido, pode afetar negativamente o funcionamento do metabolismo. Pensando no melhoramento de alguns alimentos, a indústria alimentícia, munida de recursos tecnológicos, utiliza métodos de secagem, destacando a secagem por pulverização por meio de spray drying. É uma técnica utilizada na redução de volumes líquidos ou emulsões, tendo como característica a concentração e preservação de compostos bioativos, podendo, assim, ser utilizada no melhoramento de alimentos. Desse modo, como os CF encontrados nas cervejas, o exercício físico promove ação antioxidante. Contudo, exercícios prolongados e de caráter extenuante são caracterizados por grande produção de radicais livres, levando a quadros de overtraining e inflamação crônica. Assim, este trabalho objetivou produzir micropartículas à base de cerveja artesanal tipo Pale Ale por meio de spray drying e avaliar o efeito da ingestão dessas micropartículas associadas ao exercício físico em modelo animal com ratos wistar. Como resultados principais obtivemos: pelo ensaio de compostos fenólicos totais, 68,5 mg/g de ácido gálico equivalente, pelo ensaio de poder de redução do íon ferro, 7,8 mmol Fe2+/g, por meio do ensaio de capacidade antioxidante equivalente a Trolox, 1,5 mmol Trolox/g, com tempo de molhabilidade 204 s, percentual de higroscopicidade 13,7% e absorbância de dispersibilidade de 10 (Δ ABS x 10‑3). Referente à avaliação da ingestão das micropartículas de cerveja artesanal, não foram observados aumento da performance, tampouco redução da fadiga e de marcadores de lesão muscular e hepática no modelo agudo e crônico. No modelo crônico, não observamos melhora da capacidade antioxidante plasmática total, embora tenhamos observado leve tendência a uma menor ingestão alimentar no grupo que ingeriu 200 mg/kg de das micropartículas. Além disso, tanto a cerveja quanto as micropartículas apresentaram grande capacidade antioxidante, tornando-as fontes alimentares ricas em antioxidantes. E, quando associados micropartículas de cerveja artesanal à prática de exercícios físicos em esteira rolante com ratos wistar, pode promover redução na performance nos grupos suplementados.

 

AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DE CONDIÇÕES DE CULTIVO NA PRODUÇÃO DE SUBSTÂNCIAS POLIMÉRICAS EXTRACELULARES (EPS) POR ARTHROSPIRA PLATENSIS

MARIANA BARBALHO FARIAS DA SILVA

Resumo: Arthrospira platensis é uma cianobactéria filamentosa muito utilizada na indústria alimentícia devido a seu alto valor nutricional. Essa espécie é produtora das substancias poliméricas extracelulares (EPS), que são heteropolissacarídeos de natureza polianiônica de interesse na indústria como gelificantes, emulsificantes e biossurfactantes. O objetivo deste trabalho foi otimizar as condições de cultivo de A. platensis para obter um maior rendimento de EPS variando a concentração de NaNO3 (0,25, 1,125 e 2g.L-1 ) e Densidade de Fluxo Fotônico (200, 600 e 1000 µE.m-2 .s-1 ). Os cultivos foram realizados em garrafões contendo 4L de cultura. Ao final de 21 dias, a biomassa foi separada do meio extracelular por filtração e centrifugação, e o filtrado foi concentradoaté ¼ do volume inicial utilizando banho termostatizado a 70ºC. As EPS foram recuperadas por meio da adição de um volume igual de etanol 95%; a seguir, filtradas e secas em estufa. Para eliminar o excesso de sal, soluções das EPS recuperadas foram dialisadas contra água deionizada por 24h e liofilizadas. As EPS foram caracterizadas por espectroscopia na região do infravermelho, análise termogravimétrica e quanto às propriedades reológicas. A condição com maior rendimento em EPS em mg.g-1 foi aquela com 0,25 g.L-1 de NaNO3 e 200 µE.m-2 .s-1 , que alcançou 111 mg.g-1 . Os espectros de FT-IR mostraram picos em 3400 cm-1 característicos da vibração de grupamentos -OH, 1046 e 870 cm-1 , característicos de unidades de piranose e grupos sulfato, respectivamente. As propriedades reológicas foram estudadas para os produtos EPS 01, EPS 02 e EPS 10, onde foi observada um comportamento característico de soluções diluídas. A não observância da regra de CoxMerz reflete a forte influência de sais de metais divalentes na formação de ligações eletrostáticas intra e intermoleculares.

 

ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DO LÁTEX E DA FRAÇÃO RICA EM TRITERPENOS DE HANCORNIA SPECIOSA GOMES (APOCYNACEAE) CONTRA CANDIDA ALBICANS 

SANDRA REGINA DA SILVA LUIZ

Resumo: O gênero Hancornia pertence ao grupo das Eudicotiledoneas, da ordem Gentianales, é constituído por uma única espécie, Hancornia speciosa Gomes, e suas variedades. O látex dessa espécie, conhecida como mangabeira, é usado popularmente para o tratamento de diversas enfermidades como: tuberculose, herpes, úlcera, dermatoses, verrugas, hematomas, inflamações e diarreia. Essas diferentes aplicações do látex o tornam uma fonte interessante para a bioprospecção de bioativos. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo principal avaliar o potencial antifúngico do látex bruto e da fração rica em triterpenos de H. speciosa contra C. albicans, assim como, avaliar os efeitos da associação do látex e da fração com antifúngicos convencionais (anfotericina B e fluconazol), determinando também a citotoxicidade. O látex bruto de H. speciosa foi extraído com clorofórmio, submetido a um fracionamento em coluna. Suas frações foram avaliadas quanto à atividade antifúngica e o perfil químico analisado por cromatografia gasosa acoplada ao espectrômetro de massas (GC/MS). A concentração mínima inibitória (MIC) do látex bruto e da fração ativa (AF) foi determinada com base na metodologia padrão internacional Clinical and Laboratory Standard Institute – CLSI M27-A3 descrita para leveduras. O efeito fungicida e fungistático do látex bruto e da AF também foram avaliados. A associação com os antifúngicos comerciais foi avaliada de acordo com a metodologia de Aala, et. al., 2010. A inibição da formação do tubo germinativo em C. albicans foi testada somente com látex bruto e a citotoxicidade da AF foi avaliada frente ao modelo de Célula Vero. Foi identificada na fração nomeada como “fração ativa” (AF) uma mistura de triterpenos, sendo eles α-amirina, lupeol e seus acetatos. A CMI do látex bruto e da AF para as cepas de C. albicans testadas foram de 125 µg/ml e 62,5 µg/ml respectivamente. A AF apresentou efeito fungicida, enquanto o látex bruto foi fungistático.  A formação de tubo germinativo também foi avaliada e não mostrou diferença significativa entre as células controle e as células tratadas com o látex bruto e em diferentes concentrações, sendo assim não houve influência do látex bruto na formação de tubo germinativo em C. albicans. Em associação com antifúngicos convencionais tanto o látex bruto quanto a AF foram sinérgicos quando associados com anfotericina B e ambos demonstraram efeito aditivo com fluconazol. Nossos resultados determinam o potencial antifúngico do látex de H. speciosa Gomes e da fração rica em triterpenos contra diferentes cepas de C. albicans. Além disso, a AF na concentração de 32 mg/mL (máxima testada) não apresentou efeito tóxico quando avaliados no modelo de célula Vero.

 

BIOACESSIBILIDADE E METABOLISMO COLÔNICO DE COMPOSTOS FENÓLICOS EM PÃES ADICIONADOS DE INFUSÃO DE CAFÉ VERDE E BIOPROCESSADOS ENZIMATICAMENTE

SUELLEN SILVA DE ALMEIDA

Resumo: Pães integrais, além de apresentarem alto teor de carboidratos, são considerados boas fontes de fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos, como os compostos fenólicos. Nesses alimentos, os compostos fenólicos se encontram majoritariamente na forma insolúvel, conjugados a compostos estruturais da célula. Os compostos fenólicos insolúveis não são absorvidos diretamente e precisam ser hidrolisados por enzimas intestinais ou pela microbiota colônica, antes de serem absorvidos. A adição de ingredientes ricos em compostos fenólicos solúveis, assim como o bioprocessamento a partir do uso de enzimas, são estratégias promissoras para promover o aumento do teor de compostos fenólicos solúveis em pães e, consequentemente o aumento da bioacessibilidade desses compostos. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar o impacto da adição de infusão de café verde e do bioprocessamento enzimático na bioacessibilidade e no metabolismo colônico dos compostos fenólicos de pães. Como ponto inicial do desenvolvimento dos pães foram verificados o efeito da adição de diferentes concentrações de três extratos enzimáticos no volume específico, no teor de ácido ferúlico solúvel e na capacidade antioxidante nos diferentes pães produzidos. Após a realização de testes preliminares a melhor condição de bioprocessamento consistiu na adição de um extrato proveniente da fermentação em estado sólido de farelo de cacau, pelo fungo Aspergillus awamori, com atividades de xilanase e celulase, na proporção de 18,83 mL/100 g de farinha e farelo de trigo. Sendo assim, os seguintes pães foram desenvolvidos e analisados: pão integral (PI), pão integral bioprocessado (PIB), pão integral adicionado de infusão de café verde (PICV) e pão integral adicionado de infusão de café verde e bioprocessado (PICVB). Os seguintes parâmetros foram avaliados em todos os pães produzidos: volume aparente, densidade aparente, estrutura do miolo, cor, atividade de água, composição centesimal e perfil de compostos fenólicos solúveis e insolúveis. A bioacessibilidade e o metabolismo colônico dos compostos fenólicos dos pães foram investigados por meio de ensaios de digestão simulada in vitro e de fermentação colônica ex vivo, respectivamente. Nos pães não adicionados de café verde, o bioprocessamento aumentou em 17% o volume aparente e aumentou a quantidade de alvéolos grandes. Não foram observadas variações na densidade aparente dos pães elaborados. A adição de café verde e o bioprocessamento aumentaram o teor de cinzas dos pães. Observou-se, em comparação ao PI, um aumento de 52% no teor de fibra solúvel no PICV e de 65% no PIB. O bioprocessamento e a adição de café verde não tiveram efeito sobre os teores de umidade, proteínas, lipídeos, carboidratos e fibras insolúveis, bem como sobre a atividade de água e as coordenadas colorimétricas. Foi observada a presença de teobromina e cafeína nos pães bioprocessados, além de cafeína no pão adicionado de café verde. O bioprocessamento e a adição de café verde aumentaram os teores de todos os compostos fenólicos identificados na fração solúvel; foi observado aumento de até 86% no teor total de compostos fenólicos e de até nove vezes no teor de compostos fenólicos solúveis. O bioprocessamento e a adição de café verde aumentaram a bioacessibilidade do ácido ferúlico em todas as etapas da digestão simulada e ao longo da fermentação colônica. A liberação de ácido ferúlico do PIB após as etapas de digestão simulada foi até 64% maior em comparação àquela do PI. No entanto, tal diferença deixou de ser observada após a fermentação colônica. Em conjunto, esses resultados sugerem que o bioprocessamento anteciparia in vivo a liberação de compostos fenólicos ao longo da digestão, o que possivelmente diminuiria o impacto da ação da microbiota colônica na bioacessibilidade dos compostos fenólicos.

 

DIETARY ANTIOXIDANTS AND MATERNAL REDOX STATE IN THE CONTEXT OF GESTATIONAL DIABETES MELLITUS

VANESSA DE ARAUJO GOES

Resumo: A Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) é o principal distúrbio metabólico que ocorre na gestação. Esta patologia está associada a respostas pró-inflamatórias e pró-oxidantes que comprometem a função placentária, levando a desfechos adversos tanto para a mãe quanto para o feto. A nutrição materna tem papel essencial na função placentária e no desenvolvimento fetal. Evidências indicam que alguns micronutrientes e compostos bioativos desempenham papéis importantes na atenuação dos desfechos indesejáveis. O objetivo deste estudo foi investigar a associação entre antioxidantes dietéticos, estado redox materno e desfechos neonatais no contexto da DMG por meio de uma coorte prospectiva de gestantes na Maternidade Escola da UFRJ/RJ, onde 23 gestantes foram selecionadas e estratificadas em grupos não DMG (n=15) e DMG (n=8). Foram coletados dados sóciodemográficos, dietéticos e de desfechos neonatais, assim como amostras de sangue materno, nos 2º e 3º trimestres gestacionais. O estado redox materno foi avaliado a partir da capacidade antioxidante total (CAT) do plasma através dos métodos FRAP e ORAC e correlacionada com a ingestão dietética de micronutrientes antioxidantes e de polifenólicos, assim como com os desfechos neonatais comprimento, peso ao nascer e perímetro cefálico. Nossos resultados mostraram que as características sóciodemograficas e relacionadas aos desfechos neonatais foram semelhantes nos 2 grupos, assim como a ingestão de carboidratos, lipídios, proteínas, micronutrientes e polifenólicos. Pontualmente, a ingestão de carotenoides foi maior no 3º trimestre quando comparado ao 2º trimestre somente no grupo não-DMG. A CAT aumentou ao longo da gestação considerando o grupo todo, podendo estar relacionada a um processo fisiológico deste estado. Fatores dietéticos que parecem estar associados ao aumento da CAT foram a ingestão de selênio e zinco no 3º trimestre no grupo DMG, e de vitamina C no 2º trimestre no grupo não-DMG. Em relação aos desfechos neonatais, a ingestão de Vitamina E foi relevante pois apresentou correlação positiva com peso e comprimento ao nascer e perímetro cefálico, quando considerado o grupo todo. A CAT no 2º trimestre também se correlacionou positivamente com comprimento ao nascer quando considerado o grupo todo e o grupo não-DMG. Em conclusão, poucas associações foram observadas entre o consumo dietético de antioxidantes e a homeostase redox materna e os desfechos neonatais. Embora novas investigações sejam necessárias, selênio, zinco, vitamina C e E, carotenoides, especialmente b-caroteno, estão entre os componentes dietéticos que merecem atenção durante o aconselhamento nutricional de gestantes. Adicionalmente, dado que em cada trimestre gestacional observou-se particularidades acerca do impacto da dieta sobre os parâmetros estudados, os diferentes estágios da gestação devem ser um ponto central na investigação dos mecanismos de ação dos nutrientes e compostos dietéticos sobre os desfechos neonatais.